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![]() (ES)CULTURA
Carrego muita solidão comigo Em meu peito sofro a saudade Do que era antes de ser transformada Meus dias são sem nexo Em face minha amorfa existência. Minha condição humana É mera semelhança Na inspiração que me foi dada apesar de ser instrumento de valor Minha arte é bela e única. Sofredora, díspare, eloqüente Esculpida estou Satisfazendo anseios Ilustrando opiniões de alheios E vitalizando palavras! A inércia me cansa Sendo fruto de trabalho e pensamentos brutos, Como pedras bem lapidadas Também fui muito trabalhada Em face sentimentos inseguros, De humanos tão desumanos! Meus pensamentos interrogativos, De todos os dias, Fazem-me esquecer as lindas palavras, Verbos perdidos na multidão De sentimentos sem nome! Sou resultado de um sonho Esculpida, lapidada, trabalhada Alegrando vidas, Entalhando utopias, Na forma bruta d'alma, Vou criando e satisfazendo paixões No íntimo dos corações. Maria Loussa
Enviado por Maria Loussa em 05/11/2007
Alterado em 17/11/2007 Comentários
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