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![]() De minha janela contemplo A linda noite estrelada Ouço o assobio do vento na claridade Anunciando um som sereno Em perfeita acuidade. O planeta silencia ao amor, E na minha sagacidade e quietude Sou contemplação, refém, sonhador Apaixonadamente envolvido Cativo de pensamentos em plenitude. Lua, inspiradora dos seresteiros, Leva o poeta a devanear, a cantar, A uma vida de contemplação, Ao som perfumado do craveiro, Tudo é poesia, prece em devoção. As estrelas, pequenos faróis do infinito Fixas num ponto traz-me uma idéia O coração pulsa alegremente Com força e sentimento no peito E o silêncio me deixa refeito. Depois de algum tempo De a lua enviar suas emanações, Veste-se em trajes de nuvens E uma chuva fina, como batismo do Criador Lava-me o rosto sonolento Maria Loussa
Enviado por Maria Loussa em 14/07/2011
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